Exigimos o imediato cancelamento do concerto de Sizzla Kalonji prevista na Sala Capitol para esta sexta 30 de outubro

By boicotesalacapitol

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“Dispara ao maricom, a minha grande pistola”

…do tema “Boom Boom”

“Mata um maricom e sente-te orgulhoso”

…do tema “Nah Apologize”

Sizzla Kalonji*

*Nom deixes de ler o informe elaborado polo Observatori Contra L’Homofòbia de Catalunya sobre os por quês do boicote aos concertos de Sizzla (adjuntamos o informe mais abaixo)

Esta sexta-feira, 30 de outubro, está prevista a chegada à Galiza de Sizzla Kalonji, da mao da produtora espanhola Radiation Tours SL e da promotora viguesa Idearock.

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O Cantante homófobo tém previsto actuar na Sala Capitol de Compostela. As organizaçons, pessoas, colectivos e redes sociais asinantes exigimos da Sala Capitol a imediata cancelaçom de dito concerto. A visita de Sizzla Kalonji à Galiza é non grata. Entendemos que as mensagens explicitadas na obra musical de Sizzla som intoleráveis, e estám directamente relacionadas com a opressom brutal que maricas, bolheras e transsexuais estám a viver na ilha de Jamaica. A invitaçom a eliminar aos homossexuais é umha constante nas suas cançons, como “Get To Da Point”, Nah Apologize”, “Boom boom” ou “Pum Up”.

A produtora Radiation Tours escuda-se num documento asinado por Sizzla no que renúncia à homofobia dagumhas das suas cançons e a nom interpretá-las mais (a Reggae Compassionate Act) a raiz da cancelaçom dos seus concertos em Inglaterra. O que nom di Radiation Tours é que dito documento quedou revocado e ficou sem valor no momento em que se incumprirom os acordos do mesmo.

Segundo denunciarom activistas da campanha Don’t Promove Murder Music, Sizzla nom interpreta nos seus concertos europeus os temas mais explícitos, como Nah Apologize, cançom pola qual tem aberta umha causa na Alemanha, a raiz do assassinato de um jovem gai depois de um dos seus concertos. Sem embargo, Sizzla segue a interpretar estes temas nos seus concertos fora da Europa. Numha entrevista publicada numha revista musical canadiana, Sizzla Kalonji instava a “queimar aos sodomitas e aos maricas”.

Nom podemos confundir a liberdade de expressom com isto.

Nom todo vale.

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Sizzla, nom es bemvindo!

A Sala Capitol nom pode colaborar oferecendo o espaço e dando voz a um personagem que incita, explicitamente, ao assassinato de maricas, trans ou bolhos.

Solicitamos umha resposta imediata da Sala Capitol antes desta sexta 30 de outubro. Confiamos na boa fé e na inteligência da gerência da Sala Capitol, que até o momento tem desenvolvido um excelente trabalho na dinamizaçom musical da cidade de Compostela e de toda Galiza. O seu projecto nom pode ver-se empanhado por esta situaçom.

*Une-te a campanha enviando mail para: maribolheras@hotmail.com

EXIGE A CANCELAÇOM DO CONCERTO:

*Escreve e chama à Sala Capitol:

salacapitol@salacapitol.com

tfne: 981 57 43 99

Escreve e chama a IdeaRock (a promotora do concerto na Galiza):

tfne: 986 47 25 56

idea@idearock.com

(soma-te à campanha de boicote enviando email para maribolheras@hotmail.com)

SOLICITAMOS DA SALA CAPITOL E DA PROMOTORA IDEAROCK A CANCELAÇOM DO CONCERTO DE SIZZLA KALONJI PREVISTO PARA ESTE 30 DE OUTUBRO EM COMPOSTELA. NENGUM ESPAÇO PARA A HOMOFOBIA!

Asinam:

colectivamente:

Maribolheras Precárias

TransGaliza

Mulheres Transgredindo

Centro Social A Formiga (Pontevedra)

Asociación Galega para a Saúde Sexual (AGASEX)

Ónfalo Teatro (Lugo)

Asociación Xuvenil Cultural A PIPA (Becerreá)

Mulheres nacionalistas Galegas (MNG)

Nomepisesofreghao

Universidade Invisibel

ACSUR Galiza

Coordenadora Local AMARANTE Compostela

Panteras Rosa Compostela

Asociación Nós Mesmas Vigo

As Lerchas Ourense

Centro Social Atreu Corunha

Centro Social A Esmorga Ourense

Xuventude Comunista

Mocidade Socialista galega

BOGA

CGC

Rede Feminista Galega

Transexualidad-Euskadi

Assembleia de Mulheres do Condado

————————–

individualmente:

Xosé Manuel Dopico Luzardo*Rubem Centeno Paradela* Pablo Andrade Taboada*Ramón Santos Hermida*Alberto Gutierrez Souza*Montse Parra (Vitoria-Gasteiz)*Pablo López Yañez*Belén Fernández Suárez*Miguel A. Pousada Cruz (Perugia-Itália)*Iria Carreira Pazos*Vicente Montoto*María Rosendo Priego (produtora teatral) *Afonso Becerra*Iria Mariño Ares*Noa Rios Bergantinhos*laura Arjonilla*Luisa Ocampo Pereira *Dario Iglesias Feal*Lidia lópez Teijeiro*Ana Teixeira López*María Pereira Uzal*Mario Regueira*Fernando Trigo Chouzinho*Marta Vázquez Pena*Manuel Casal Lodeiro*Antonio Núñez Rodríguez *Marcos Garcia González*Rosita Amoedo Bouzón*Eva Piñeiro Núñez* Marcos Garcia Salido*Dolores Queiro*Carmen Manzano Rovira*Nadège Benmessaoud Lareo*Raimundo Viejo Viñas*Mª Carmen Puga Fidalgo*María José Belbel*Lucía Somoza*Maite Cambeiro Insua*Rocío Fraga Sáenz*Lucia Rodríguez Jurjo*Noemí Vázquez Nogueiras*Rubén Afonso Lobato*Rosa Enríquez*María Mascuñana Mejuto*Isaura Barciela Varela*Rosa Santorum Paz*María Pérez Dopeso*Borja Outeiral Novo*Mané López Rey*Montse Llorente Lombardía*Helena Rodríguez Álvarez*Lorena López López*Laksmy Irigoyen Regueiro*Fernado Varela*Cristina Cubeiro Becerra*Laura Bugalho Sánchez*Fernando Varela*Maurício Castro*Íria Calvelo Pumar*Estevo Sánchez Gálvez*Carmen Lamela Viera*Alberto Angulo*Mónica Otero Beceiro*Dores Maria Lousas Luaces*Bruno Lopes Teixeiro*Lucía Somoza Sampayo*Lorena Alonso Pino*Pilar Beiro Rodríguez (ensinante)*António Iglesias Mira*Francisco González López (ensinante)*Esther García Gerbolés (ensinante)*Monserrat Rei*Robert Neal Baxter*Antía García González*Rexina Vega (escritora)*Iria Veiga Ramos*Rute Cortiço Franco*Daniel Espiñeira Cupeiro*Marta Rodríguez Pérez*Xela Domínguez*Jesus de Nazaré Moinhos Pardavila*



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alguns dos temas nos que Sizzla chama à eliminaçom dos maricas:

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Informe do Observatori Contra L’Homofòbia:

Boicote Sizzla 2009

Num foro de internet sobre reggae e dancehall (música popular em Jamaica e de grande difusom por todo o mundo), um cíber usuário comentava, em relaçom à polémica de boicote ao cantante Sizzla em 2007 por parte dos colectivos gais, lésbicos, bissexuais, transsexuais, queers (LGBTQ) da Europa: “movim-me até 6 horas em autocarro para ver a Sizzla e fodem-me com esta merda dos direitos dos gais”. Outro cíber usuário amante da música popular jamaiquina comentava que “isto é racismo promovido polo lobby gai”.

Do mesmo ponto de vista, o jornalista e músico Dani Cabezas escreve no seu blogue Entrada Gratuita, em 20 minutos.es: “Mais umha vez, o debate da liberdade de expressom sai a reluzir. Sizzla, como qualquer outro artista, deveria ter o direito a dizer o que lhe pete sem ter por quê dar explicaçons. E os seus seguidores podem escuitá-lo, desfrutar da sua música e nom ter por quê identificar-se com todo o que diga. É certo que existe o delicto de apologia (seja do terrorismo, a violência ou a homofobia), mas creio que todo depende do cristal com o que se olha, e ultimamenteestamos cada vez mais ‘puntillosos’ e sensíveis ao respeito”.

A polémica está servida. É difícil entender que umha melodia cujas letras falam de paz e amor promova o ódio às pessoas homossexuais. Como comprender que um estilo de música que deu a voz a umha raça oprimida como é a negra e a um povo oprimido como é o jamaicano incite à discriminaçom? A escritora, editora e professora de Lingüística da Universidade de Georgetown Deborah Tannen, identifica este fenómeno emergente entre quem produzem, promocionam e consumem Dancehall e Reaggae baixo a ideologia Fire Burn (lume que queima) como “cultura argumental”. Nas suas palavras: “tentar destruir a aqueles com quem nom concordamos ou que som simplesmente diferentes, converteu-se numha forma de vida”.

A filosofia do Fire Burn crê no lume como umha fonte espiritual e umha força de reconstruçom que “cruzou a linha entre a retórica e a realidade”, segundo Gregory Stephens, escritor, jornalista e professor de Comunicaçom Interracial na Universidade de Nuevo México. No seu livro Sobre os usos do lume numha cultura de Amor e Rebeliom, sobstém que, “Umha das principais fontes de energia criativa durante o Renascimento Rasta de meados dos noventa foi o surgimento de um grupo de artista Fire_Boboshanti como Sizzla, Anthony B. e Capleton. Se as principais vozes dos noventa (…) falavam de concious reaggae (reaggae consciente) e trabalhavam desde a mensagem do One Love (Um Amor), os Bobos transmitem umha energia mui diferente (…) advogando por umha filosofia da supremacia negra”e heterossexual.

As organizaçons internacionais polos Direitos Humanos dnunciam que as pessoas homossexuais em Jamaica som assassinadas, maltratadas e humilhadas com o consentimento e o apoio das autoridades e do poder político. Poderíamos relaxar-nos fumando marihuana mentres escuitamos no rádio cançons que impulsam ao extermínio dos gais.

Num informe de 2004 o Observatório de Direitos Humanos denúncia quea polícia está apoiando activamente a violència homófoba, é inefectiva à hora de investigar denúncias de abuso e arresta e detém a homens simplesmente polas suas condutas supostamente homossexuais”. O Código Penal Jamaicano, no seu artículo 76 de “Delictos contra a Pessoa”, proibe oabominável crime da sodomia” sob penas que ascendem até os dez anos de prisom com a obriga de realizar trabalhos forçados. O artigo 77 estipula condeas de até sete anos de prisom por tentativa de sodomia. Amnistia Internacional recalca que “gais e lésbicas constituem umha das comunidades mais marginadas e perseguidas em jamaica”. No informe de Amnistia aparece o triste episódio de um pai que incitou a um grupo de estudantes a atacar ao seu próprio filho depois de ter-lhe atopado a fotografia de um homem espido na mochila do seu filho. Engade que nom se apresentarom cárregos contra este pai feliz de ver ao seu filho malhado.

O Partido Nacional do Povo, principal partido político de Jamaica e no poder desde 2006 qualificou as críticas internacionais sobre a sua falta de respeito aos direitos humanos como umha intromissom na sua política interna, afirmando que a “homofobia nom é um problema sério e que os direitos dos homossexuais vam contra os valores conservadores do povo jamaicano”.

O principal líder da oposiçom, Bruce Golding, declarou em abril de 2006 ao jornal Sunday Herlad que “os homossexuais nom iam ter nengumha esperança em nengum dos gabinetes formados por el”. Durante as eleiçons de 2001, o partido de Golding usou para a sua campanha umha cançom de T.O.K., “Chi Chi Man”, que incita e anima a que se queimem e assassinem maricons e bolheras.

O grupo T.O.K. está na elite dos cantantes de Dancehall, igual que Bennie Mann, Sizzla, Vybz Kartel, Elephant Man, Buju Banton, Capleton e Shabba Ranks, cujas letras promovem umha ideologia que pretende limpar a humanidade de gais e lésbicas (da transexualidade nem se fala).

O cnatante Benie Mann já é conhecido em Barcelona. Actuou na Sala Apolo em 2007, péssie à reuniom prévia ao concerto que mantiverom representantes do Observatori Contra L’Homofòbia e do Front d’Alliberament Gai de Catalunya (FAGC) com o responsável da sala de festas e com o produtor do concerto, com o fim de solicitar a anulaçom do concerto de um cantante que clama no seu ‘hit’ Damm: “Sonho com umha nova Jamaica. Vamos executar a todos os gais”.

Rebeca Sheifler, investigadora do Observatório de Direitos Humanos (ODH), refere no seu informe que encontrou um grupo de pessoas que cantavam “Bomnm Bye Bye”, umha cançom de Buju Banton que versa sobre acribilhar a balaços e queimar aos homossexuais primeiro com ácido e depois com lume. Documenta-o no informe de ODH depois de visitar a morada onde, em 2004, foi assassinado Brian Willianson, fundador e rosto visível do J-FLAG, a única organizaçom jamaiquina polos direitos das minorias sexuais e obrigada à clandestinidade.

R. Sheifler também denúncia que quando falou com o responsável da investigaçom sobre o assassinato de Willianson, aquel afirmava que, “A maior parte da violència contra os homossexuais é de tipo interno. Nós nunca tivemos constância de que nunca se tivera pegado umha malheira aos gais por parte dos heterossexuais”.

Um ano depois assassinaram a balaços, também na sua casa, an véspera do Dia Mundial da SIDA, a Lenford Steve Harvey, amigo de Willianson, abertamente homossexual e membro do colectivo “SIDA, Apoio para a Vida de Jamaica”.

Claro que os protagonistas das cançons que incitam à violência, ao sairem de Jamaica, tratam de evitar o boicote,

A instância do colectivo británico em defessa dos direitos LGBTQ Outrage! e a Coaligaçom Stop Música Assassina, em julho de 2006, alguns cantantes, como Sizzla, Bennie Mann e Capleton, asinarom um acta na que pediam perdom polas suas letras e acordavam nom volver produzir nengum material homófobo. Mais que como um acto de arrepentimento, o acordo acerca-se mais a umha estratégia para evitarem o boicote dos seus concertos fora de Jamaica.

Sem embargo, este acordo, chamado “acta de compaixom”, foi revocado. Polo que Outrage retomou a luita contra a homofobia na música dancehall/reaggae. Em declaraçons à imprensa británica os cantantes que asinaram esse acordo (e que som capazes de asinar qualquer coisa no papel que lhes permita seguir vendendo entradas para os seus concertos na Europa e vender discos) afirmarom que nom incitavam à violência e que falavam de forma simbólica quando se referiam ao “lume purificador”. Hitler, nos seus começos, também utilizava a ‘linguagem simbólica’ ao referir-se à supremacia da raça ária, e assim propagou por toda Europa o antisemitismo, a homofobia, o ódio às pessoas ciganas, às pessoas discapacitadas, às pessoas negras e/ou asiáticas e a todas aquelas que saiam do seu dibólico e ’simbólico sistema perfeito’.

Sizzla “o rei do reggae”, tal e como o chamam muitos dos seus fans e jornalistas entendidos nesse estilo musical, tiverom que cancelar duas vezes a sua gira por Europa por causas pendentes na Inglaterra e na Alemanha, decisom nada arbitrária tendo em conta que, ao finalizar um dos seus concertos em que cantou temas como “Nah Apologize” “mata a um maricom e sente-te orgulhoso”, o público começou a ‘caça do maricom’ e um jovem foi assassinado na Alemanha. Na Inglaterra várias pessoas forom agredidas. Sem embargo, péssie a que Sizzla foi retido em 2007 no aeroporto de Barajas por qüestons pendentes com a justiça alemá, a sua banda “The Fire House Crew” (a penha da morada do lume), actuou no estado espanhol ante o pesar dos seus fans pola ausência de Sizzla.

Do nosso ponto de vista, como gais, lésbicas e transexuais, em tanto minoria sexual, historicamente perseguida e oprimida, tendo em conta que a homossexualidade está actualmente p penalizada com a pena de morte em 7 países do mundo e penalizada com prisom em 76 países, tendo que conviver cada dia com o maltrato e o despreço, tendo que calar tantas vezes por medo, nom podemos tolerar que este artista cante com impunidade e animadamente “Dispara ao maricom, a minha grande pistola, boom”, mentres a audiência dança, aplaude e compraze ao “rei do reggae”. A democracia nom pode sobster-se no argumento de que todo o mundo pode dizer qualquer cousa. È constitucional a incitaçom à violência? É legítima a discriminaçom por razóns d, classe, étnia ou orientaçom sexual?

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4 Respostas para “Exigimos o imediato cancelamento do concerto de Sizzla Kalonji prevista na Sala Capitol para esta sexta 30 de outubro”

  1. pablomauser Diz:

    Espero que se cancele éste concierto ya que, además de que tu música es infumable, es una “persona” que promueve la vionencia, y la música no está para eso. No es su función ni su cometido.

    La música se basa en transmitir emociones, no en que un exaltado incite a la gente a matar a otra por sus opciones sexuales.

    Lo dicho, espero que se cancele. Y no solo en Santiago, sino en toda España y parte del extranjero, como ya ha sucedido hace años.

    Un fuerte abrazo a todos
    P.Mauser

  2. Eu Diz:

    Pensase convocar unhac oncentracion ou algo asi? estaba ben na porta do garito á hora do concerto ou algo asi

    Estarei atento ao blogue por se decidides

  3. Sul i nam Diz:

    Estará a reprimir quen sabe qué instintos perversos…

  4. NOTA ACLARATÓRIA « TransMariBolheras Precárias Diz:

    [...] a cancelaçom do concertó. Como decidirom seguir adiante, o sábado 24 lançamos umha campanha de boicote ao concertó e à sala. A nossa intençom era, por umha parte tentar coa pressom social e legal [...]

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